Copa do Mundo de 2014 : Governo monta esquema de guerra para garantir segurança

Com o objetivo de conter atos terroristas e até a violência nas manifestações programadas para o período da Copa do Mundo, o governo montou um esquema de segurança, envolvendo as pastas da Defesa, da Justiça e a da Casa Civil, que funcionará durante o mundial que ocorre em junho.

O esquema para a Copa inclui até a participação da presidente Dilma Rousseff, a quem cabe, constitucionalmente, a tarefa de dar a palavra final de atuação das Forças Armadas em casos extremos, como os de ataques terroristas, por exemplo. Por isso, a participação da Casa Civil foi incluída no planejamento das ações de segurança para a Copa, já que é a pasta mais próxima da presidente da República.

Na abertura e no encerramento da Copa do Mundo, o espaço aéreo das cidades-sede será fechado 3 horas antes do início da festa e 4 horas após. Isso ocorrerá em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Para as partidas da primeira fase da competição, nas 12 cidades-sede, o tempo de restrição começa uma hora antes do início do jogo e vai até 3 horas depois do início da partida. Nas demais fases, o espaço aéreo será fechado uma hora antes e até quatro horas depois. Nas áreas restritas, voarão caças, helicópteros, aviões-radar e que reabastecem as aeronaves no ar.

Considerando as três forças, 57 mil militares foram mobilizados para atuar pela defesa nas cidades-sede. De acordo com o Ministério da Defesa, 21 mil militares ficarão de prontidão na chamada força de contingência e, em caso de “pico de crise na segurança”, só serão acionados com a autorização da presidente.

De acordo com o Ministério da Defesa, a força de contingência só será utilizada em situações nas quais haja o esgotamento da capacidade de atuação dos órgãos de segurança pública. Para que ela seja acionada, também terá que haver uma solicitação dos governadores que terão que comprovar a incapacidade de lidar com determinada situação limite.

“Esperamos que a Copa do Mundo transcorra sem qualquer incidente, mas tomamos precauções e nos preparamos para fazer a nossa parte”, disse o ministro da Defesa Celso Amorim.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comentarios Recentes

  1. Bom dia

    1 – O governo deveria ter feito ao longo desta administração um “esquema de guerra” contra a violência, contra a falta escancarada de saúde, de educação de infraestrutura, transporte público um lixo, corrupções astronômicas, que assolam a sociedade brasileira.

    2- Veja o ponto que chegou, este “esquema de guerra” é para conter manifestações da sofrida população brasileira e não, “graças a Deus” para ataques terroristas. Claro que entre os manifestantes tem os bandidos, mas maioria que lá vão são pessoas comuns que sofrem efeitos de um governo que não teve atitude alguma de consolidar as famosas reformas que tanto necessita o país. Ganho que já tivemos, como o controle da inflação, já está indo ralo abaixo, pois a mesma infelizmente já está voltando.

    3- A própria copa do mundo no Brasil foi uma medida que, a princípio seria uma tacada de mestre do governo, saiu um tiro pela culatra. Onde ficou evidente a população, gastos superfaturados em estádios, na maioria “elefantes brancos”. Um custo absurdo e a infraestrutura que é o que poderia ficar de benefício para população, quase nada foi feito.

    4- Sem dúvida alguma o País passa por uma profunda crise em todos os sentidos, onde a ausência do estado se faz notória em qualquer serviço que o cidadão de bem possa precisar. Por outro lado o país está ótimo para os políticos corruptos, traficantes, para os bandidos que roubam, matam, e se são presos rapidamente e depois saem sorrindo da cadeia, debochando da polícia/sociedade.

    A população que fique esperta, não se deixe comprar por migalhas ou por promessas mentirosas, que embora seja difícil, escolher candidatos que tenham compromisso com as reformas para colocar o país nos eixos.
    E, além disso, cobrar de forma contundente as mudanças/reformas de quem ganhar as eleições. (seja do partido que for). Do contrário esse país nosso infelizmente vai entrar em “um abismo” de miséria e violência, que nem sei se depois vai ter condições de sair deste precipício.

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